Com o aparecimento do coronavírus, parece que esquecemos um pouco da existência das variantes da Influenza A e da importância da vacina da gripe, não é mesmo?! 

O vírus Influenza se divide em espécies A, B e C, que são classificadas em diversos subtipos. As cepas do tipo A são as mais comuns entre os humanos, especialmente as variantes H1N1 e H3N2.

Neste artigo, saiba como é a transmissão da gripe, como reage no corpo, quais são os possíveis sintomas, complicações, cuidados e como funciona a vacinação. Confira!

Como é a transmissão da Influenza?

De maneira geral, a transmissão do vírus da gripe e seus subtipos se dá por meio das gotículas que ficam suspensas no ar por conta de uma tosse, conversa ou espirro.

Claro que há evidências também de transmissões indiretas. Em que acabamos entrando em contato com outros doentes e as nossas mãos se tornam o vetor.

A eficiência desse tipo de transmissão dependerá de fatores como umidade e temperatura, tempo transcorrido e o contato em si com o local contaminado.

A Influenza é facilmente passada de uma pessoa para outra. Principalmente em condições de muita aglomeração como transporte público, escola, eventos etc.

Vale ressaltar que ter gripe ou mesmo um resfriado de forma constante pode ser um sinal de alerta para doenças psicossomáticas.

Como as variantes reagem no organismo?

O caminho das variantes da Influenza se inicia pelos nossos narizes. Onde o vírus tende a se multiplicar e disseminar para a garganta e vias respiratórias.

O período de incubação do vírus gira em torno de 1 a 4 dias até o surgimento dos primeiros sintomas. Mas com um bom índice de transmissão.

Quando o nosso corpo identifica o “danado” do vírus, dá-se início a um processo meticuloso de defesa para eliminar a Influenza em até uma semana.

Por mais que tenhamos a tendência de tentar diferenciar as variantes, os quadros clínicos de Influenza A, H1N1 e H3N2 são bem semelhantes.

Os sintomas mais comuns são a febre, a tosse, a dor de garganta, a dor de cabeça, os calafrios, a secreção nasal e um mal-estar como se fosse um esgotamento mental.

Nas crianças, a temperatura da pele pode atingir níveis altos e preocupantes. E é bem comum o aparecimento de sintomas gastrointestinais.

A princípio, a infecção dura, em média, 1 a 2 semanas em adultos e crianças saudáveis. Mas pode ser uma ameaça forte à saúde em pessoas com doenças crônicas e idosos.

Quais são as possíveis complicações?

De fato, uma gripe mal curada pode desencadear algumas complicações no organismo. Tanto por conta do vírus quanto da instabilidade do nosso sistema imunológico.

Quando o tratamento não é o adequado, indivíduos com a saúde vulnerável, idosos e crianças podem ficar à mercê de situações clínicas mais críticas.

Uma doença que pode se desmembrar de uma gripe é a pneumonia, por exemplo, que resulta em uma infecção dos pulmões e dores mais intensas pelo corpo.

Com um quadro agravado de pneumonia e dependendo da condição do sistema imunológico da pessoa, há chances do aparecimento de complicações cardíacas.

Além disso, quando gestantes apresentam a infecção por Influenza, especialmente no segundo ou terceiro trimestre da gestação, estão mais propensas à internação.

O que fazer caso sinta sintomas?

A fim de evitar complicações, o ideal é que os pacientes busquem orientação médica ao identificar os sintomas da gripe. 

No entanto, com a devida assistência médica para obter uma avaliação clínica especializada, torna-se possível dispor dos tratamentos mais adequados para se livrar do vírus.

Sinais de falta de ar, dor ou pressão no peito, tonturas ao ficar de pé e confusão mental podem escancarar um quadro infeccioso grave e que merece atenção.

De forma comum, os clínicos gerais costumam receitar medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos para controlar a febre e demais sintomas.

A ingestão de líquidos, principalmente água e sucos naturais, também é uma recomendação eficiente para evitar a desidratação que a gripe pode causar.

A alimentação precisa ser leve e de fácil digestão. Sendo que o repouso é a principal indicação para que os pacientes consigam se recuperar efetivamente.

Quais são os principais cuidados que devemos ter? 

A primeira medida é lavar bem as mãos com água e sabão ou, como plano B, utilizar álcool em gel para se higienizar.

Manter os ambientes ventilados é fundamental, bem como não compartilhar objetos de uso pessoal, tais como pratos, copos, garrafas, talheres, entre outros.

Ao tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz para evitar o espalhamento de gotículas no ar. Utilizar um lenço descartável é recomendado para a higiene nasal.

Por mais que sejamos um povo caloroso e que gosta de recepcionar bem, evite o contato próximo com pessoas que estejam com sinais de gripe.

Mudar o estilo de vida também ajuda a dificultar a vida das variantes da Influenza. Você pode adotar uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos.

Assim como na pandemia de coronavírus, a transmissão do H3N2 — que é a variante em evidência — pode perder força se as atitudes forem coletivas.

Como funciona a vacinação da Influenza?

Tão importante quanto a preocupação com a vacinação contra a COVID-19 está a vacina da gripe, em que o Brasil é um grande destaque na imunização em massa.

Essa vacina utiliza um vírus morto da Influenza em sua composição. Tendo como missão gerar um alerta ao sistema imunológico da possível entrada de “invasores”.

Para crianças entre 6 meses e 9 anos de idade, levando em conta que seja a primeira vez que receberão a vacina, a indicação é de duas doses com intervalo de um mês.

Consequentemente, as pessoas acima de 9 anos podem tomar apenas uma dose da vacina da gripe de forma anual.

No caso das grávidas, a vacina pode ser aplicada em qualquer período da gestação. Desde que haja uma prévia autorização da pessoa profissional de obstetrícia. 

Dessa forma, vale lembrarmos que só há contraindicação da imunização em casos de pessoas com alergia grave a algum componente da vacina.

A vacina da gripe é ministrada tanto na rede pública de saúde quanto na rede privada. Sua fórmula atualizada já está em produção para ser encaminhada aos postos.

Por fim, é importante orientarmos que as principais variantes da Influenza são a H1N1 e H3N2. Sendo que uma possível cepa “H2N3” já foi desmentida pelo Ministério da Saúde.

Gostou do que aprendeu? Quer saber mais sobre esse assunto? Então veja agora mesmo as 4 dicas para diminuir as reações pós-vacinais das crianças!

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