Vacina contra HPV

Você abriu o grupo da família no WhatsApp e, de repente, viu uma série de mensagens difamando a eficácia das vacinas? Pois bem, o melhor a se fazer é ignorar boatos e se proteger, inclusive, você sabe como funciona a vacina contra HPV? 

A descoberta do vírus HPV e de sua relação com alguns cânceres é de autoria do cientista Harald zur Hausen, agraciado posteriormente com o Prêmio Nobel de Medicina em 2008. Graças ao pioneirismo do alemão Hausen, mais de 150 subtipos desse vírus já foram estudados, sendo que, no Brasil, a vacina começou a ser aplicada em 10 de março de 2014.

Para que entenda melhor sobre o tema e busque um check-up completo, acompanhe a leitura e veja um miniguia a respeito do HPV e sua vacina respectivamente!

O que é HPV?

Batizado como papilomavírus humano, o HPV é o principal responsável pela DST (Doença Sexualmente Transmissível) chamada de condilomatose, que apresenta verrugas na região genital de homens e mulheres. Mesmo com a existência de mais de 150 subtipos do vírus, apenas alguns apresentam maior gravidade e estão associados ao desenvolvimento de cânceres no pênis, ânus, laringe, faringe, colo do útero etc.

De maneira geral, a infecção pelo vírus não costuma apresentar sintomas na maioria das pessoas, sendo que, em alguns casos, o HPV tende a ficar incubado por anos sem manifestar sinais. O que pode “despertar” por assim dizer o vírus é a baixa imunidade do organismo, fazendo com que apareçam lesões clínicas (visíveis a olho nu e que causam coceira local) e subclínicas (não visíveis a olho nu e com menor transmissão).

Além da prevenção por meio do uso de preservativos, tanto masculinos quanto femininos, a aplicação da vacina é um dos métodos que apresenta grande eficácia no combate ao HPV. Distribuída gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), a aplicação da vacina é recomendada antes do início de uma vida sexualmente ativa, pois a resposta imunológica tem resultados melhores até os 15 anos de idade. 

Como o HPV atua no corpo de fato?

É preciso salientar que o vírus HPV é altamente contagioso, de modo que a infecção surge pelo contato manual-genital, genital-genital e oral-genital, portanto, ele pode ocorrer mesmo que não haja penetração vaginal ou anal. Levando em conta que muitos portadores do HPV não apresentam sintomas aparentes, essas pessoas não sabem que estão com o vírus e que podem transmiti-lo.

Podemos considerar que a taxa de transmissão do vírus é subjetiva, pois, em muitos casos, o organismo consegue eliminar indícios de forma espontânea, principalmente entre os mais jovens. No entanto, devemos sempre ficar alertas, porque o HPV é como se fosse a chave que abre a porta para as DSTs, desafiando assim o sistema imunológico a apresentar respostas rápidas para eliminar o problema.

É fundamental ressaltarmos também que existem cofatores que aumentam o potencial de cânceres genitais em mulheres acometidas pelo papilomavírus, como o número alto de gestações, o tabagismo, a infecção pelo HIV(causador da AIDS) etc. Inclusive, as manifestações de HPV podem ter maior incidência com gestantes, sendo que, embora sejam casos raros, há a possibilidade de infecção do bebê no momento do parto.

Por que é importante se prevenir?

Apesar de não haver mortalidade decorrente da infecção do vírus papiloma, o HPV pode desencadear doenças que realmente geram grande preocupação, como o caso do câncer de colo do útero. De acordo com dados estatísticos do Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 6 mil mulheres morrem por ano por conta de anomalias no colo do útero, informação que deixa o alerta sobre a relevância do problema.

Esse tipo de situação é caracterizada pelo crescimento incomum de células que ficam na camada inferior do útero, isto é, em contato com a vagina, que está mais propensa a multiplicar o papiloma. Sendo assim, se uma mulher for infectada por HPV e as suas defesas imunológicas não estiverem em plenas condições de lidar com a situação, existe a chance de ter alterações no colo do útero e evoluir para um câncer.

Contudo, as mulheres não são as únicas que precisam se preocupar em relação ao HPV, uma vez que os homens também contraem o vírus e podem desenvolver doenças graves com o aparecimento de sequelas. A imunização para meninas e meninos é primordial como medida de prevenção, sendo que os pais devem conversar abertamente sobre o assunto e ignorar as populares “fake news” sobre vacinas.

Como funciona a vacina HPV e quais são os seus tipos?

Com índices de 90% de prevenção em casos de verrugas genitais e 70% em relação ao câncer no colo do útero, a vacina contra HPV é de suma importância e pode ser recebida por todos, até mesmo aqueles que já iniciaram sua vida sexual. Para as situações de pessoas que já foram acometidas pelo papiloma, pode-se aplicar tranquilamente a vacina, porém, a proteção servirá apenas para subtipos novos.

Há cerca de 13 subtipos de HPV considerados de alto risco de apresentar cânceres, sendo que a vacina serve para estimular o desenvolvimento de anticorpos e, com isso, criar uma barreira de contenção. A seguir, veja quais são as duas vertentes da vacina contra HPV e suas idades correspondentes.

Bivalente

A vacina bivalente é recomendada para mulheres entre 10 e 25 anos, de modo que seu grau de atuação é capaz de proteger as pacientes dos sorotipos 16 e 18, que são aqueles mais perigosos quando o assunto é HPV. É uma prevenção aprovada para lidar com as lesões genitais e minimizar os riscos de aparecimento de cânceres relacionados ao papiloma.

Quadrivalente

Já a quadrivalente é indicada para mulheres de 9 a 45 anos e homens entre 9 e 26 anos, cujo intuito é proteger não somente em relação aos subtipos 16 e 18 que a bivalente cobre, mas também os de número 6 e 11. Desde que a aplicação seja em locais diferentes, vale ressaltar que a vacina contra o HPV pode ser administrada no mesmo dia além de outras vacinas, sem a necessidade de intervalos entre uma e outra.

Por fim, nunca é demais lembrar que a vacina contra HPV é muito segura e seus efeitos colaterais são mínimos, de modo que apenas dores e uma leve vermelhidão no local aplicado são perceptíveis. De resto, fica sempre a dica quanto ao uso de preservativos, até mesmo para evitar outras doenças sexualmente transmissíveis.

Esse é um assunto bem importante e reflexivo, não é verdade? Então, como se trata de algo que interessa a todos, aproveite e compartilhe o post em suas redes sociais!