Saiba as diferenças entre os tipos de teste para COVID-19

Levando em consideração que o coronavírus tem um grande potencial de levar as pessoas ao óbito em questão de semanas, saber sobre os tipos de teste para COVID-19 é uma forma eficaz de se resguardar diante desse perigo pandêmico. 

Até então, sabe-se que período de incubação do vírus gira em torno de 14 dias. Mas é claro que é indispensável seguir as orientações do Ministério da Saúde para evitar um possível colapso na ocupação de leitos hospitalares.

Neste artigo, até para que consiga proteger a sua família, acompanhe a leitura e conheça um pouco melhor sobre os tipos de teste e suas recomendações!

 

Por que é tão importante fazer o teste?

Desde que haja uma estratégia de controle epidemiológico, a fim de verificar se a pessoa teve ou não o contato com o novo coronavírus, os testes em massa são primordiais para um planejamento coerente sobre a reabertura de atividades. 

No entanto, de acordo com dados estatísticos do site Worldometers, o Brasil está em 9º lugar em quantidade total de testes, mas é o 2º no número de casos e mortes. 

Como os governos e municípios adotaram medidas graduais de retorno do comércio, a preocupação com aglomerações em transportes públicos, shoppings, restaurantes e demais locais é algo que merece atenção. 

Com isso, mais do que a mudança nos hábitos de higiene, que deve ser algo padrão daqui em diante, devemos entender melhor como funcionam os testes e sabermos como lidar em sociedade com consciência. 

 

Quais são os diferentes tipos de teste para COVID-19?

Conforme o avanço da doença e até utilizando como base as pesquisas científicas lançadas frequentemente, até o momento temos três grandes tipos de testes para COVID-19 que podem ser utilizados: RT-PCR, antígeno e sorológico. 

A seguir, veja com mais detalhes como funciona cada um deles para que consiga se proteger de fato. 

Exame RT-PCR

Considerado o exame mais confiável, o RT-PCR tem o objetivo de fazer uma análise apurada do material coletado, no intuito de observar se o RNA do coronavírus consta na amostra da pessoa. 

Basicamente, o RT tem o conceito de transcriptase reversa, ou seja, é uma enzima utilizada para transformar o RNA do vírus em um DNA complementar. 

Já o PCR do nome remete à reação em cadeia de polimerase, que significa usar da técnica de produzir diversas cópias de um mesmo gene para facilitar o estudo e, com isso, detectar um possível sinal de positivo. 

Esse teste de biologia molecular é recomendado entre o 1º e 7º dia de sintomas. Basicamente, o procedimento é o de coletar secreções do nariz e da garganta a partir de hastes flexíveis de algodão.

Com o propósito de averiguar o período em que o vírus está ativo no corpo, o exame PCR dá o devido direcionamento para que os pacientes sejam conduzidos à internação, fiquem em isolamento social ou qualquer outro procedimento. 

Não há necessidade de jejum e o resultado costuma ficar pronto em 4 dias úteis. Isso irá variar, dependendo da forma como o laboratório atua desde a conservação até o estudo da amostra. 

Teste rápido

Entre os testes rápidos, a verificação de antígeno é guiada pela metodologia imunocromatográfica, isto é, um princípio muito similar ao de um teste de gravidez, em que a amostra é submetida a um reagente para indicar o resultado. 

É um exame mais rápido, econômico, de fácil interpretação e que pode ser realizado a partir do 3º dia de sintomas da COVID-19.

Embora também possa ser realizado por meio de coleta nasal, o teste rápido de antígeno é menos preciso que o PCR, sendo útil apenas como forma de triagem para uma orientação inicial. 

Em vez de buscar indícios do RNA do vírus, esse exame tem a intenção de rastrear as proteínas inerentes ao Sars-Cov-2. Os resultados possíveis são “reagente” (positivo) e “não reagente (negativo).

Diante dos outros tipos de testes, o de antígeno é o mais rápido no que se refere ao resultado. Isso porque ele leva, no máximo, 6 horas para confirmar a presença ou não do coronavírus no material coletado. 

Podendo também ser analisada uma amostra de sangue, esse teste não requer um preparo anterior e nem jejum. No entanto, tem o seu valor como primeiro cuidado e gatilho para um acompanhamento médico.

Teste sorológico

Já o teste sorológico é como se fosse o intermediário entre os três, sendo mais procurado por pessoas que tiveram sintomas prolongados e que, naturalmente, desejam confirmar a presença do vírus para saberem se estão imunes. 

Essa informação é de suma importância, especialmente no caso de trabalhadores da área da saúde, que lidam na frente de batalha contra a pandemia. 

O propósito do exame é verificar uma resposta imunológica do nosso organismo em relação ao vírus, a partir de uma análise para detectar a presença de imunoglobulinas (IgM e IgG) em uma amostra de sangue. 

De forma simples, a classe IgM de anticorpos costuma surgir no princípio da doença. Já a IgG aparece em torno de três semanas após a pessoa se contaminar, indicando uma imunização potencial.

Só que é fundamental que esse teste seja executado a partir de 10 dias do início dos sintomas. Isso proporciona uma sensibilidade maior e evitar um possível “falso negativo”. 

São retirados 4 ml de sangue total por meio de punção venosa do antebraço. A recomendação básica é de um jejum de 2 horas, com prazo de 2 a 4 dias úteis para a entrega dos resultados.

 

Afinal, os diferentes tipos de teste para COVID-19 são confiáveis?

Sem sombra de dúvidas que essa é uma das principais perguntas feitas pela população. Afinal, ninguém quer correr o risco de realizar um teste ineficiente para perder tempo, não é mesmo? 

Quando se trata da análise molecular do vírus, a sensibilidade de acerto fica acima de 90% logo nos primeiros dias. Não à toa que é o teste de ouro para certificar um possível contágio.

Quantos aos testes rápidos, o de antígeno tem 85% de eficácia no 3º dia. É válido lembrar que é bem melhor realizar a apuração a partir do 5º dia para obter melhores resultados. 

Já os testes de sorologia, conforme relatório da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), apresentam números superiores a 85% e 94% de sensibilidade e especificidade respectivamente, tendo uma variação normal entre fabricantes. 

Portanto, veja que os tipos de teste para COVID-19 são essenciais para fazer uma triagem de infectados, identificar imunes e tomar providências quanto ao isolamento ou internação. Além disso, procure sempre um laboratório confiável. Assim, terá a certeza de que a coleta será feita de acordo com todos os procedimentos de segurança.

Se você está seguindo à risca a quarentena em casa e não quer ir ao laboratório, então entre em contato com a gente e agende seu exame domiciliar!

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Dr. Antonio Vitor Ramos de Souza
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