Se as doenças cardiovasculares fossem parte de um filme ou série, com certeza a pressão alta seria uma das vilãs de maior destaque.

Para conceituarmos, a pressão alta ou hipertensão ocorre quando há níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias. Sendo que os valores de medição na faixa de 140 x 90 mmHg (ou 14 por 9) são bem preocupantes.

Neste artigo, você vai descobrir quais são os principais sintomas dessa doença crônica, as causas, as complicações e como podemos evitar. Confira!

Quais são os primeiros sintomas de pressão alta?

Levando em consideração que a pressão alta é uma condição silenciosa, em boa parte dos casos é possível que a pessoa não sinta qualquer sinal.

Portanto, quando os sintomas começam a “dar as caras”, isso pode significar que há um estágio avançado da situação.

Durante os picos de pressão arterial alta demais, a pessoa pode sentir dores de cabeça, sonolência, enjoo, tonturas, zumbidos no ouvido, alterações na visão e falta de ar.

Como esses sinais podem ser comuns em outras condições de saúde, a melhor orientação virá de profissionais de clínica geral ou médicos de família.

Marcar uma consulta para avaliar a possibilidade de hipertensão é uma decisão acertada nesses casos. A fim de fazer os devidos exames e o tratamento adequado.

Como saber qual é a pressão ideal?

Para compreender o valor ideal, primeiro precisamos conhecer dois indicadores fundamentais: a pressão sistólica e a pressão diastólica.

A pressão sistólica é aquele valor mais alto da medição. Cuja característica é representar a pressão nas artérias enquanto o coração pulsa.

Consequentemente, a diastólica mede o valor mais baixo e tem a ver com a pressão que ocorre nas paredes arteriais nos intervalos de cada batimento cardíaco.

De forma geral, a classificação da pressão arterial segue um padrão medido mmHg (milímetros de mercúrio), cuja ordem é a seguinte:

  • ótima — sistólica < 120 mmHg e diastólica < 80 mmHg;
  • normal — sistólica < 130 mmHg e diastólica < 85 mmHg;
  • limítrofe — sistólica de 130 a 139 mmHg e diastólica de 85 a 89 mmHg;
  • hipertensão no estágio 1 — sistólica de 140 a 159 mmHg e diastólica de 90 a 99 mmHg;
  • estágio 2 — sistólica de 160 a 179 mmHg e diastólica de 100 a 109 mmHg;
  • hipertensão no estágio 3 — sistólica >= 180 mmHg e diastólica >= 110 mmHg;

O limite para uma pessoa conseguir regular a pressão apenas mudando o estilo de vida é a hipertensão no estágio 1, portanto é bom ficar de olho nesses indicadores.

É possível medir a pressão no pronto-socorro, farmácias ou mesmo em casa por meio de aparelhos digitais que são utilizados no pulso.

Se for medir em casa, coloque o aparelho no pulso esquerdo, com o braço esticado e o cotovelo apoiado. Ligue-o, espere alguns segundos e veja a marcação no visor.

Se estiver alta, como regular?

Caso a sua pressão esteja além do limite do que podemos considerar como normal, o tratamento para regular esses indicadores pode variar conforme o tipo de hipertensão.

Em situações de hipertensão primária, por exemplo, a mudança no estilo de vida e até o uso de medicamentos pode ser uma medida eficaz para regular.

No entanto, é importante ressaltarmos que os médicos só vão indicar medicamentos quando não for possível regular a pressão alta de forma natural.

De modo geral, manter uma dieta equilibrada é uma decisão essencial para diminuir a pressão arterial e proporcionar uma boa expectativa de vida.

A alimentação deve conter menos sal, açúcar e alimentos gordurosos. De modo que a pessoa dê preferência para vegetais, frutas, peixes, carnes brancas e cereais.

A prática de exercícios físicos também é excelente para a saúde. Especialmente os aeróbicos como caminhada, natação, ciclismo, corrida, entre outros.

Afinal, o que causa a pressão alta?

Quando surge alguma alteração na “logística” do sangue pelos vasos sanguíneos, isso pode desencadear em uma pressão maior para o coração bombear o sangue.

No caso da pressão alta no nível 1, o surgimento ocorre com o tempo e não tem uma relação direta com algum problema de saúde ou uso de alguma substância.

Esse tipo de hipertensão está relacionado, por exemplo, aos maus hábitos alimentares, à falta de atividades físicas regulares e à predisposição genética.

Claro que o avançar da idade pode resultar em um aumento da pressão arterial. Muito por conta de a elasticidade dos vasos sanguíneos não ser mais a mesma com o tempo.

Já a hipertensão secundária pode ser causada por doenças renais, uso de medicamentos, consumo excessivo de álcool, fumo e alterações na tireoide.

Vale ressaltar que a pressão alta tem maior incidência entre negros e asiáticos. Bem como em situações de estresse, menopausa e obesidade.

Quais são as possíveis complicações a longo prazo?

Como o coração tende a fazer mais esforço para realizar suas atividades habituais, a pressão alta pode trazer sérias consequências.

É um dos principais fatores de risco para acidentes vasculares cerebrais, por exemplo, cujo número de mortes vem aumentando entre pessoas de 20 a 59 anos no Brasil.

Quando a hipertensão não é identificada e tratada de forma exemplar, a tendência é que pequenas lesões nos vasos sanguíneos se criem com o passar do tempo.

Isso pode resultar em insuficiência cardíaca, arritmia, angina de peito, alterações cerebrais e até problemas nos rins.

Na gravidez, a hipertensão pode colocar em risco tanto a vida da gestante quanto do bebê. Por isso a importância de realizar o pré-natal e cuidar da saúde.

Como podemos evitar esse problema?

Por mais que pareça algo repetitivo, a melhor forma de prevenir a pressão alta é modificar o nosso estilo de vida e buscar maneiras de se manter saudável.

Exercícios físicos de 3 a 5 vezes na semana por, pelo menos, 30 minutos podem proporcionar mudanças gradativas no corpo e gerar qualidade de vida.

Manter uma rotina de atividades aeróbicas faz com que haja a liberação de óxido nítrico. Essa substância relaxa as artérias e ajuda a diminuir a pressão.

Evite também comidas muito salgadas ou calóricas. Até mesmo para controlar o peso corporal e não dar “trabalho extra” ao coração.

Sempre que possível, faça um check-up nutricional para ter as melhores recomendações de uma dieta equilibrada de acordo com o seu metabolismo.

Para finalizarmos, perceba que a pressão alta pode ser contornada desde que haja ajuda profissional, disciplina, autoconhecimento e vontade de ter saúde para desfrutar dos bons momentos da vida.

Qual foi a última vez que você mediu a sua pressão? Está com a saúde em dia? Compartilhe o post em suas redes sociais para conscientizar seus amigos também!