PH da urina

Quem julga que a urina é apenas um líquido amarelado que flui dos rins para a bexiga, sem dúvida nunca viu um exame laboratorial, pois ela indica muitas situações no nosso corpo. Para se ter uma ideia disso, você sabe o que significa o pH da urina?

Durante a história da medicina, a urina sempre teve uma infinidade de usos práticos, sendo que as análises foram aperfeiçoadas conforme o avanço da tecnologia dos laboratórios e, consequentemente, o conhecimento adquirido pelos profissionais.

Neste artigo, até mesmo para reconhecer a importância de um check-up completo, veja o que é o exame de urina, como funciona e suas características. Confira!

 

Exame de urina

Normalmente, para fazer um diagnóstico mais completo sobre a saúde dos pacientes, os médicos pedem não apenas um exame de sangue, mas também uma avaliação apurada da urina da pessoa, pois ela pode conter elementos que indicam problemas. É uma avaliação complementar que fornece indicadores fundamentais quanto ao funcionamento correto do nosso organismo, especialmente em relação aos rins.

O exame laboratorial de urina pode se dividir em três principais tipos: o EAS (Elementos Anormais do Sedimento), o exame de de urina com coleta durante 24 horas e a urocultura. Basicamente, os especialistas avaliam o sedimento urinário e suas características físicas e químicas, a fim de investigar dosagens de elementos estranhos na urina, presença de grandes quantidades de proteínas e infecções bacterianas.

 

Como funciona o exame de urina?

Tão simples quanto fazer um teste de gravidez, o exame EAS, por exemplo, que é um dos mais comuns solicitados pelos médicos, consiste em coletar cerca de 40 a 50 ml de urina em um pequeno pote plástico, geralmente fornecido aos pacientes. A recomendação nesse tipo de exame é que a pessoa use a primeira urina da manhã, de modo que despreze o jato inicial para eliminar possíveis impurezas no canal urinário e colhendo os 20 ou 30 ml seguintes e jogando fora o resto da micção.

Já o de 24 horas tem a incumbência de analisar o xixi coletado durante todo o dia e noite, sendo que é indicado aos pacientes que não realizem atividades físicas e evitem o consumo de bebidas alcoólicas. Se a coleta for realizada na sua residência, lembre-se que o envio dos potes deve ocorrer no máximo até duas horas depois da última micção, sendo que manter o líquido refrigerado é uma medida para conservá-lo.

De maneira geral, o exame de urina serve para os laboratórios observarem diversos parâmetros nos resultados, tais como a densidade, os índices de glicose, o volume de hemácias, o pH da urina, entre outros aspectos relevantes. De posse desses indicadores, torna-se possível analisar cada caso, ou seja, se os pacientes sofrem de diabetes, pedra nos rins, infecções urinárias, insuficiência renal, tumores etc.

 

O que significa cada variação de urina?

Se você pensa que a urina sempre apresenta a mesma cor amarelada de sempre, saiba que ela pode mostrar uma aparência diferente conforme os nossos comportamentos do dia a dia. Por mais engraçado que possa parecer, a nossa micção apresenta uma verdadeira escala Pantone de cores conforme os líquidos que ingerimos, os alimentos que comemos, os exercícios que realizamos e os vícios que adquirimos.

O xixi de uma pessoa em condições saudáveis, por exemplo, costuma ter uma aparência que vai do incolor até o amarelo mais claro, por conta da urobilina, que é o resultado da decomposição de células sanguíneas envelhecidas. Em seu estado incolor, o corpo indica que há um excesso de água, já quando o jato tem aspecto amarelado escuro, pode representar uma possível desidratação.

A urina com a cor mais esverdeada ocorre pela ingestão de alimentos ou bebidas com corantes verdes, a rosada por conta do consumo de beterraba e a alaranjada ou amarronzada por causa de lesões musculares. Já os casos de urina mais avermelhada podem representar uma variedade de doenças, por isso não é recomendado fazer esse exame durante o ciclo menstrual.

 

O que é o pH da urina?

Bom, entre os vários aspectos analisados no exame de urina, o pH é um fator importantíssimo para investigar as condições clínicas dos pacientes, permitindo saber como estão os hábitos alimentares da pessoa ou possíveis medicamentos que ingere. De forma resumida, o pH (potencial hidrogeniônico) é uma espécie de escala que serve para mensurar o grau de alcalinidade, neutralidade ou acidez de uma solução.

O pH da urina, em suas condições normais, mostra numerações levemente ácidas que vão de 5,5 a 7,5, usadas como parâmetro para verificar possíveis anormalidades no sistema urinário e, porventura, problemas nas regiões musculares. Se os valores estiverem abaixo de 5,5, isso pode significar doenças nos túbulos renais, em contrapartida, acima de 7,5 é possível que haja a presença de bactérias.

A sua alimentação pode influenciar bastante no pH do xixi, isso porque alimentos como cereais, proteína animal e laticínios tendem a deixar o pH mais ácido, no entanto, muitas frutas e verduras geram alcalinidade. Saber esse valor é relevante para que os médicos façam as devidas recomendações, a fim de evitar doenças e promover uma condição de vida mais saudável.

 

Quais são os outros aspectos analisados no exame de urina?

Evidente que o exame de urina não investiga apenas o pH, mas uma série de indicadores que podem facilitar a análise dos biomédicos nos laboratórios, a fim de estruturar um prognóstico mais fundamentado sobre a saúde dos pacientes. Entre os aspectos químicos, os profissionais de saúde verificam os resultados quanto à presença ou não de nitritos, glicose, proteínas, bilirrubinas, hemácias, leucócitos etc.

No que se refere aos elementos anormais, pode-se identificar o aparecimento de sangue, fungos, bactérias, protozoários, espermatozoides, cristais, entre outros sedimentos que se tornam prejudiciais ao aparelho urinário. Dependendo do que constar no exame e da condição clínica da pessoa, a possibilidade de evidenciar uma alguma doença é grande, mas cada caso é verificado com extremo cuidado.

Para um paciente saudável, além do pH da urina estar entre 5,5 e 7,5, em média, a densidade precisa constar entre 1,005 e 1,030 e ter a ausência de glicose, cetonas, proteínas, sangue, bilirrubina, urobilinogênio e nitrito. Vale ressaltarmos que o ácido ascórbico (vitamina C) também é analisado, tendo como objetivo investigar se houve alguma interferência ou não nos resultados dos aspectos químicos.

Por fim, perceba que o pH da urina e demais indicadores são de suma importância para as avaliações médicas, sendo que saber desses detalhes facilita na hora de seguir as devidas recomendações. Lembre-se sempre de higienizar as mãos antes e depois da coleta de urina, além é claro dos órgãos genitais.

Se quer cuidar bem da sua saúde e fazer esse e outros exames, então não perca a oportunidade e conte com a ajuda especializada do Laboratório Ramos!