Idosos e a COVID-19

Embora a taxa de letalidade da infecção por coronavírus seja baixa no mundo, os idosos correm mais riscos com a COVID-19 por uma série de fatores. Não é à toa que, até maio, pessoas acima de 60 anos representavam 69,2% das mortes no Brasil.

Desde dezembro de 2019, os casos em Wuhan, na China, mostravam um índice alarmante que se confirmou no restante do mundo: o número elevado de idosos que vinham a falecer por conta de complicações com o vírus. Porém, será que há uma explicação científica para tal ocorrência?

Para alertar as pessoas sobre a importância de ter uma vida mais saudável, acompanhe a leitura e descubra o porquê do coronavírus ser tão letal na terceira idade!

 

Como a infecção da COVID-19 acontece?

Tendo como principais sintomas febre, tosse seca, dificuldade para respirar, fadiga, perda de sentidos e dor de garganta, a COVID-19 pode ser transmitida de uma forma muito simples. Por isso, os cuidados com a higiene são primordiais o tempo todo

Basicamente, a infecção pelo Sars-Cov-2 ocorre ao tocar objetos contaminados, apertar a mão de alguém, expelir gotículas de saliva na fala, no espirro e na tosse.

Contudo, o distanciamento social e a utilização de máscaras de proteção, a fim de evitar o contato, podem minimizar bastante as chances do coronavírus se manifestar no organismo, sendo que ele fica incubado no corpo de 5 a 14 dias. 

O cuidado com as mãos é imprescindível, evitando tocar a face e sempre higienizando-as com água e sabão ou álcool em gel 70%.

 

O sistema imunológico fica mais fraco com a idade?

No decorrer da vida, estamos à mercê de uma vastidão de fungos, bactérias e vírus. Todos eles querem se aproveitar de vulnerabilidades para se alojarem em nosso corpo.

Nesse ponto é que o nosso sistema imunológico entra em vigor, pois, desde a infância, produzimos linfócitos B e T (glóbulos brancos) para nos defenderem de qualquer perigo.

No entanto, ao envelhecermos, o nosso organismo tende a ficar mais fraco. Isso ocorre pois as respostas dos sistemas imunológicos mudam com o tempo, reduzindo assim a capacidade de responder à infecção viral. 

Nos idosos, a contagem de glóbulos brancos é menor ou apresenta atividade reduzida, sendo que o coronavírus ainda tem o poder de prejudicar o sistema imune, agravando o caso.

 

Quais são os problemas de saúde que podem gerar complicações?

Com os estudos a respeito dos efeitos nocivos do coronavírus, percebeu-se que os idosos correm mais riscos com a COVID-19 muito por conta das comorbidades, que é a ocorrência de duas ou mais doenças presentes ao mesmo tempo. 

Partindo dessa lógica, trouxemos um pequeno compilado abaixo de algumas das complicações de saúde que podem preocupar os idosos.

 

Hipertensão

Sendo uma das principais causas de morte no mundo, o descontrole da pressão arterial pode causar investidas do Sars-Cov-2 com mais afinco. Especialmente na população acima dos 60 anos, por conta da ausência de flexibilidade nas artérias. 

De maneira geral, a hipertensão ocorre quando o bombeamento de sangue do coração para as artérias está irregular.

Os maus hábitos alimentares e a falta de exercícios podem agravar a chance de a hipertensão aparecer e, levando em consideração que a COVID-19 é uma doença respiratória, desenvolver pequenos bloqueios do ar é um sinal de alerta.

 

Problemas respiratórios

Os portadores de doenças respiratórias precisam ficar de olho em relação aos perigos da COVID-19.  Isso porque o coronavírus costuma se alojar no pulmão e agravar as patologias já existentes.

Quem apresenta problemas pulmonares, enfisemas, bronquites, asmas e demais doenças crônicas que obstruem a passagem de ar precisam ter os cuidados redobrados.

Inclusive, se o cigarro está presente na sua vida ou conhece pessoas imersas no vício, saiba que é melhor parar de fumar agora mesmo, pois o tabaco conta com mais de 4 mil substâncias nocivas para o organismo.

 

Problemas cardiológicos

Mesmo que o Sars-Cov-2 não venha a atacar diretamente o músculo cardíaco, ele terá que trabalhar com mais veemência para salvar complicações nos pulmões, fígados, rins e outros componentes do corpo atingidos pelo coronavírus.

O histórico de saúde dos pacientes, especialmente os idosos, faz com que o aparecimento de doenças cardiovasculares seja mais intenso, levando em conta questões como a hipertensão, diabetes, estresse, entre outros fatores.

De forma geral, se a pessoa tem qualquer problema de insuficiência cardíaca, uma infecção desse porte pode gerar um grande reboliço no organismo, porque a inflamação nas artérias tende a piorar e causar um efeito dominó de complicações.

 

Diabetes

Outro grande fator de risco é a diabetes. Isso porque ela costuma puxar uma fila indiana de problemas, especialmente se estiver acompanhada da temida obesidade. 

Qualquer infecção grave tende a causar problemas no controle da insulina (hormônio produzido no pâncreas para metabolizar o açúcar no sangue). E isso aumenta a taxa de mortalidade da doença em pacientes com os tipos 1 e 2 de diabetes.

Em linhas gerais, o risco dos diabéticos não é maior de pegar a doença, mas sim de ter complicações severas se houver a infecção, o que pode contribuir para o uso de um respirador na UTI, por exemplo.

 

Como proteger os idosos do coronavírus?

Sabendo que os idosos correm mais riscos com a COVID-19, é indispensável tomar todos os cuidados necessários com essa faixa etária. 

Se você quer proteger a família e zelar pela saúde das pessoas mais velhas, evite beijos e abraços, mas não deixe de conversar com eles por telefone ou internet para evitar a depressão.

Cancele as consultas médicas não essenciais, lave as mãos com frequência, mantenha os medicamentos deles em dia, oriente-os de forma consciente sobre a doença e incentive-os a ter bons hábitos alimentares. 

Caso você more com idosos e precise sair para trabalhar, os cuidados devem ser redobrados, de modo que é essencial evitar aglomerações, utilizar a máscara de proteção e ter uma higienização intensa ao voltar.

No preparo dos alimentos, evite falar em cima da panela e cozinhe muito bem as carnes, sendo que os talheres não devem ser compartilhados. 

Se você tem o contato diário com idosos, meça a pressão regularmente e verifique a temperatura para identificar febre, além de deixá-los ocupados com atividades que exercitam o cérebro, no intuito de afastar a ansiedade e tornar a quarentena produtiva.

 

Portanto, como os idosos correm mais riscos com a COVID-19, a família, os cuidadores e pessoas próximas devem ficar sempre de olho.

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Dr. Antonio Vitor Ramos de Souza
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