Você já passou por situações em que o trabalho se tornou um verdadeiro martírio, causando dores, estresse e medo? Será que você já teve doenças ocupacionais?

Independentemente do porte da empresa, combater as doenças ocupacionais é algo de suma importância. Pensando em como melhorar a qualidade de vida, diminuir os índices de afastamento, reduzir despesas, aumentar a produtividade etc. 

Neste artigo, você entenderá o que são as doenças ocupacionais, quais são os principais tipos, as possíveis causas e de que forma podem ser evitadas. Confira!

O que são doenças ocupacionais?

Entende-se por doenças ocupacionais aquelas diretamente ligadas às condições de trabalho exercidas, bem como o ofício realizado pelos trabalhadores.

Sendo assim, o conceito abrange qualquer complicação física ou psicológica que seja decorrente de uma atividade profissional.

De maneira geral, existem dois tipos distintos de doenças ocupacionais que gestores e colaboradores precisam ficar atentos: 

  • doenças profissionais — motivadas por movimentos repetitivos e um ambiente nocivo à saúde;
  • doenças do trabalho — são causadas por atividades específicas, tendo como agravante a sobrecarga e os ruídos excessivos.

Além disso, conforme a Lei 8.213/91, equipara-se as doenças ocupacionais aos acidentes de trabalho, pensando em questões fiscais e previdenciárias.

Quais são as doenças ocupacionais mais comuns?

Muito além de entender o que são as doenças ocupacionais, torna-se crucial compreender as inúmeras condições preocupantes de um emprego nocivo à saúde.

Tendo isso em vista, preparamos abaixo uma lista com 5 principais doenças inerentes ao trabalho que você precisa ficar de olho urgente.

1. LER (Lesão por Esforço Repetitivo)

Provavelmente, a LER é uma das doenças mais conhecidas nas empresas. Sendo que qualquer pessoa pode estar sujeita a ter esse tipo de problema.

Ela é causada pelo exercício repetitivo e prolongado de um determinado movimento. Como por exemplo, digitar por horas no teclado do computador.

De forma gradativa, esse tipo de doença do trabalho reduz a capacidade da pessoa desenvolver a atividade profissional que ocupa, levando à invalidez aos poucos.

Quem sofre de LER pode apresentar síndrome do túnel do carpo, tendinites dos extensores dos dedos, tenossinovite dos flexores dos dedos, entre outras consequências.

2. DORT (Distúrbios Osteomusculares relacionados ao Trabalho)

Embora seja associado à LER, os DORTs são caracterizados pela postura inadequada no ambiente de trabalho. Muitas vezes por desrespeito às normas de ergonomia.

Caso a pessoa não trate do problema, essa doença pode desencadear dores crônicas. De tal forma que pode agravar-se com o tempo e impossibilitar uma movimentação natural.

Um ambiente de trabalho mal projetado e em condições precárias de manutenção pode prejudicar bastante os colaboradores e, com isso, desenvolver casos de DORT.

Vale ressaltar que nem sempre os sintomas como dor, dormência, formigamento, cansaço dos membros, inchaço, entre outros aspectos caracterizam essa doença.

3. Perda auditiva

Podendo ser total ou parcial, a perda auditiva é outra doença ocupacional recorrente nas empresas. Principalmente se os trabalhadores estão expostos a ruídos constantes.

Acontece de forma lenta e quase imperceptível por parte dos trabalhadores. Por isso é importante sempre avaliar as condições clínicas e a potencialidade dos ouvidos.

Empresas de telemarketing, por exemplo, costumam programar exames de rotina chamados de audiometria, a fim de apurar a saúde auricular de seus funcionários.

Trabalhadores da indústria e construção civil também estão sujeitos a surdez. Sendo importante a conscientização do uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual)

4. Asma ocupacional

Sendo até uma das doenças psicossomáticas, a asma também pode estar ligada aos problemas laborais e condições agressivas à saúde.

Se as vias respiratórias começam a se estreitar e causam obstrução, existe uma forte possibilidade de a pessoa passar a conviver com a asma.

A inalação de partículas e, principalmente, poeiras no ambiente de trabalho podem gerar reações alérgicas desse tipo.

A asma ocupacional tende a ser rotineira em locais que expõem os trabalhadores ao manuseio de materiais como madeira, borracha, algodão etc.

5. Transtornos mentais

Tão preocupante quanto os problemas físicos estão os psicológicos, pois podem paralisar as pessoas e causar severos distúrbios.

Por conta de ambientes de trabalho estressantes, tem sido comum ver pessoas desenvolvendo depressão, ansiedade, síndrome de Burnout, entre outras doenças.

A pressão exagerada para bater metas inalcançáveis, conflitos recorrentes no trabalho, assédio moral, bullying e demais fatores podem impulsionar essas situações.

Os transtornos mentais impactam demais na percepção de bem-estar no trabalho, influenciando assim a produtividade e motivação interna.

Quais são as principais causas das doenças ocupacionais?

Além dos movimentos repetitivos e da postura inadequada, existem diversas situações que podem causar doenças ocupacionais e até outros problemas.

O sedentarismo, por exemplo, pode impactar na busca de uma vida mais saudável e criar um cenário favorável para doenças de trabalho.

Isso porque indivíduos sedentários podem ter problemas de autoestima, depressão, estresse, ansiedade e, ainda, lidar com possíveis lesões.

O exagero no volume de trabalho também desencadeia prejuízos à saúde física e mental. Fazendo com que os trabalhadores estejam fadigados e desmotivados.

Carregar pesos em excesso, expor-se a produtos químicos e biológicos, trabalhar em pé por muito tempo, entre outros pontos tendem a levar às doenças ocupacionais.

Como evitar as doenças ocupacionais?

Partindo do pressuposto que cada atividade profissional está sujeita a prós e contras, torna-se essencial ter estratégias para minimizar as condições indesejadas de trabalho.

A princípio, deve-se orientar os colaboradores por meio de memorandos, palestras, cursos e treinamentos sobre a importância de um ambiente de trabalho saudável.

O uso de EPIs deve fazer parte da cultura organizacional, especialmente em situações em que os funcionários lidam com um risco maior de acidentes.

Valorização das pausas e atividades físicas podem ajudar na questão da postura e prevenir o sedentarismo, bem como a incidência de lesões.

Cuidar do bem-estar das pessoas também tem a ver com um bom plano de carreira e regras eficientes para combater assédios, chantagens, pressões, humilhações etc.

Sempre é relevante lembrar da importância de realizar exames em laboratórios de análises clínicas de qualidade, a fim de investigar possíveis complicações à saúde.

Para concluirmos, perceba que é possível evitar as doenças ocupacionais desde que os gestores reconheçam que não há produtividade e lucro sem valorizar o capital humano.

Você gostou desse assunto e quer saber um pouco mais sobre outros temas parecidos? Aproveite que está aqui e aprenda como fazer a prevenção de lesões!