Fazer o check-up de acompanhamento do estado de saúde é fundamental não só para diagnósticos de quadros que possam vir a aparecer, mas, também, para agir de forma preventiva. Assim, esse controle é fundamental para garantir maior saúde e bem-estar.

Por isso, um dos pontos importantes que merecem atenção é monitorar o colesterol alto. Se você não tem esse hábito, deve incorporá-lo rotineiramente em seus exames, viu? Fique de olho neste artigo e entenda melhor essa questão.

Qual a importância de monitorar o colesterol alto?

O colesterol está intimamente ligado às doenças cardiovasculares, tais como:

  • Infarto agudo do miocárdio (IAM);
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • doença arterial periférica;
  • Hipertensão arterial, entre outros.

Além disso, pesquisas indicam a correlação do colesterol alto com o desenvolvimento de outras doenças crônicas, como a diabetes. Por isso, é importante monitorá-lo, para evitar que esses quadros possam ocorrer.

Muitos acreditam que, já que a tendência é os indicadores se elevarem a partir dos 50 anos, não precisam ser monitorados antes. Isso é mentira. Todas as faixas etárias devem monitorar o colesterol alto rotineiramente (em média, uma vez ao ano). Crianças com histórico familiar também precisam realizar o exame periodicamente.

monitorar colesterol alto

 

Como monitorar o colesterol alto?

O colesterol alto pode ser monitorado por meio do exame de sangue. Desde 2017, a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica flexibilizaram o tempo de jejum para a realização do perfil lipídico (colesterol, HDL, LDL, triglicérides); as 12 horas de jejum já não são mais obrigatórias. 

Ele, normalmente, é feito em conjunto com a avaliação dos indicadores de triglicérides (outro teste que aborda as questões relacionadas com riscos cardiovasculares).

Assim, o exame detecta três indicadores importantes:

  • HDL (high-density lipoprotein): é considerado colesterol “bom”. Isso porque ele cumpre a função de retirar o LDL das artérias, fazendo uma espécie de “limpeza” nas artérias, conduzindo-o para o fígado, a fim de que possa ser degradado posteriormente. Por isso, é desejável que ele esteja em patamares elevados. Os valores podem mudar segundo o laboratório, mas devem estar acima de 40 mg/dL.
  • LDL (low-density lipoprotein): é o popularmente conhecido como “colesterol ruim”. É ele que, normalmente, acumula-se nas paredes das artérias, formando placas que, eventualmente, podem entupir a região e provocar problemas graves, como falamos antes. Os indicadores de referência podem variar de acordo com o laboratório, mas, normalmente, devem estar abaixo de 130 mg/dL;
  • VLDL (Very low-density lipoprotein): é o colesterol responsável por transportar os triglicerídeos pela corrente sanguínea. Por isso, esses dois indicadores estão intimamente ligados. Eles devem estar abaixo de 200 mg/dL.

O que fazer diante do diagnóstico de colesterol alto?

Bom, se ao monitorar o colesterol alto, você identificar que o problema existe ou permanece, é fundamental procurar um profissional de confiança da área da saúde, preferencialmente um médico cardiologista. Ele será responsável por avaliar o quadro e, assim, identificar se há necessidade de intervir com medicações de controle ou, então, utilizar outras intervenções possíveis, tais como:

  • Redução de estresse na vida cotidiana;
  • Alimentação saudável, reduzindo o consumo de gorduras saturadas em excesso;
  • Práticas de atividades físicas regulares.

Como falamos, monitorar o colesterol alto é fundamental para evitar complicações que possam trazer doenças crônicas e, ainda, gerar riscos cardiovasculares altíssimos. Portanto, esteja sempre atento e faça seus exames regularmente.

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