Muito mais intenso que os esgotamentos mentais e emocionais, o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) pode transformar o seu modo de vida.

Basicamente, o TEPT é um distúrbio psicológico em que as pessoas tendem a reviver um acontecimento do passado muito doído. 

São chagas profundas no campo emocional que podem desencadear alterações neurofisiológicas e, com isso, emular uma sensação de dor persistente diante do evento estressor.

Neste artigo, você terá a possibilidade de entender o que leva ao estresse pós-traumático, quais são os sintomas, como é o diagnóstico e o tratamento. Confira!

O que leva ao estresse pós-traumático?

O transtorno do estresse pós-traumático pode ocorrer desde os 6 anos de idade até a idade adulta, seja quem vivenciou um trauma, seja quem testemunhou o ocorrido.

Situações como agressões, estupro, assaltos, sequestros, acidentes em algum meio de transporte, conflitos militares, entre outros aspectos podem causar essa doença.

Estima-se que até mesmo os sobreviventes de um estado grave de COVID-19 tendem a apresentar os sintomas, embora o campo de estudo sobre o assunto ainda seja amplo.

Apesar de qualquer pessoa exposta a um trauma estar sujeita a desenvolver sinais, geralmente as mulheres reconhecem que estão com TEPT mais do que os homens.

Quais são os principais sintomas?

Podemos classificar os sinais do TEPT em quatro grupos: sintomas de intrusão, sintomas de esquiva, sintomas de cognição e humor e sintomas de reatividade.

A seguir, veja quais são as características distintas de cada grupo, bem como o número de sintomas necessários para diagnosticar um estresse pós-traumático.

Sintomas de intrusão

As recordações intensas fazem parte do primeiro conjunto de sintomas, sendo que apresentar um sinal pelo menos já possibilita a suspeita de TEPT.

Pois bem, nesse grupo é possível que a pessoa tenha flashbacks do momento traumático como se fosse em tempo real, gerando uma nova experiência do evento.

As lembranças se tornam recorrentes, intrusivas, involuntárias ou mesmo perturbadoras, especialmente no campo dos pensamentos e sonhos.

O sofrimento fisiológico ou psicológico é muito intenso. Podendo aumentar a frequência cardíaca e a transpiração.

Sintomas de esquiva

Com apenas um sintoma dessa etapa já é possível desconfiar de um estresse pós-traumático. Tendo em vista que a pessoa converge ao isolamento social.

Os pacientes tendem a evitar quaisquer pensamentos ou memórias que sejam inerentes ao fatídico episódio. Tentando se preservar de sentir as mesmas emoções.

É possível que a pessoa evite frequentar locais, conversas, atividades e até outras pessoas que possam estar associadas ao evento traumático.

A intenção é clara em não reavivar as lembranças. Sendo que o esforço é intenso para evitar todas as possibilidades de confrontar os fantasmas do passado.

Sintomas de cognição e humor

Nesse caso, quando os pacientes apresentam dois sintomas pelo menos já é um fator preocupante e pode se cogitar um estresse pós-traumático.

Além da fobia social, a pessoa começa a ter um forte sentimento de culpa e pensamentos negativos o que pode ser um sinal amarelo para atitudes drásticas.

É comum observar a perda de memória do exato momento traumático. De modo que a situação fica cristalizada e internalizada no subconsciente.

Percebe-se também a incapacidade de viver emoções positivas, sensação de distanciamento, dificuldade de confiar nos outros, perda de interesse etc.

Sintomas de reatividade

No último grupo de sintomas do estresse pós-traumático, espera-se que a incidência de dois sinais pelo menos sejam preponderantes para uma suspeita da doença.

Há uma hiperexcitabilidade psicomotora e psíquica, ou seja, a pessoa que vivenciou ou testemunhou um evento grave pode ter reações diretas em seu organismo.

A ansiedade se torna um elemento frequente e vem de mãos dadas com a hipervigilância. O que pode resultar em fortes dificuldades em dormir.

Além disso, é bem comum que a pessoa tenha problemas em se concentrar, irritabilidade, taquicardia, dores de cabeça e tonturas.

Como é o diagnóstico para o estresse pós-traumático?

Normalmente, os sintomas costumam dar as caras entre dois e três meses do episódio traumático. Mas há exceções de manifestação tardia um ano depois.

O primeiro requisito para o diagnóstico é identificar o agente estressor, isto é, o evento traumático pelo qual a pessoa vivenciou ou testemunhou.

Depois disso são analisados os sinais e como eles se correlacionam com o episódio em si. De modo que haja uma avaliação empática e coerente a respeito do caso.

Os psicólogos ou psiquiatras podem fazer investigações paralelas para descartar doenças orgânicas associadas ao álcool, cigarro e outras substâncias químicas.

Como é o tratamento para o estresse pós-traumático?

Podendo ajudar adultos e crianças, o tratamento tem a missão de fomentar o controle da angústia e do medo por meio de uma abordagem focada no bem-estar.

A psicoterapia é primordial em transtornos do tipo. Tendo em vista que os profissionais de saúde mental podem contribuir com o enfrentamento do trauma.

A utilização de medicações como ansiolíticos, antidepressivos e outros medicamentos podem ser indicados para aliviar os sintomas recorrentes.

Vale ressaltar que as técnicas de controle do estresse, como mindfulness, meditação e ioga podem amenizar os pensamentos perturbadores e ajudar na concentração.

Quais são as melhores recomendações?

A princípio, não negligencie seus sentimentos e busque ajuda especializada o quanto antes. Pois quanto mais rápido o diagnóstico for feito, maior a possibilidade de cura.

Nem sempre a ocorrência de um evento estressor significa que terá um estresse pós-traumático. Sendo que algumas pessoas são mais predispostas e vulneráveis.

Jamais subestime os sintomas em crianças e idosos depois de situações traumáticas. Especialmente por estarem em faixas de idade mais sentimentais.

O ideal é que você tenha controle de suas atividades diárias. Conecte-se com outras pessoas dispostas a ajudar e tenha autoconhecimento sobre suas emoções.

Exercitar a aceitação e seguir em frente é um exercício contínuo. Porém é gratificante perceber que os pensamentos e o comportamento mudaram de forma positiva.

 

Por fim, lembre-se de manter o corpo e a mente em estado de equilíbrio. Não somente para evitar os sintomas de um estresse pós-traumático. Mas para ter mais saúde e aproveitar os momentos alegres da vida.

Você achou interessante as informações do texto? Quer ler algo na mesma sintonia? Então veja o que são e quais são os sintomas das doenças psicossomáticas!