Exame PCR

Apesar do anúncio recente de que farmácias poderiam realizar o teste para detectar o coronavírus, o exame PCR ainda reina absoluto em relação ao diagnóstico mais eficiente da doença, mas você sabe identificar o porquê disso?

Como nem sempre a população está familiarizada com termos técnicos, a tendência é que haja uma procura por soluções mais rápidas. Há diversas formas de exames e kist rápidos, mas o mais completo é o exame PCR. 

Para entender melhor sobre isso, trouxemos um compilado de perguntas pontuais sobre o exame PCR no combate ao coronavírus. Acompanhe a leitura e confira!

 

O que é o exame PCR para COVID-19?

Utilizado desde 1983 em laboratórios, o exame PCR, também conhecido como RT-PCR, é um teste com o intuito de analisar a biologia molecular dos pacientes, ou seja, a missão é detectar um fragmento do genoma que compõe o Sars-Cov-2. 

É um teste bem habitual em outras pesquisas realizadas por profissionais biomédicos, tendo alta sensibilidade e especificidade, mas que exige habilidade técnica para ser executado com excelência.

Enquanto a área médica não revela algo superior, o PCR é considerado o teste padrão para a COVID-19 no Brasil e no mundo, sendo que os kits utilizados aqui costumam vir de países como Estados Unidos, China, Coreia do Sul etc. 

A notícia boa é que esse exame dificilmente apresenta um resultado de “falso negativo”, de modo que consiga detectar o coronavírus mesmo que a carga viral seja baixa.

Por ter a capacidade de diagnosticar a doença desde o primeiro dia em que os pacientes apresentam sintomas, o PCR é tido como preferencial na investigação de infectados, tanto no sistema privado quanto no público. 

O tempo de resposta do teste varia conforme o laboratório, de modo que cada instituição é responsável pelos protocolos adotados de acordo com as condições técnicas e os processos aplicados.

 

Como funciona o exame?

Pois bem, no que se refere a prática do exame, a intenção é fazer a coleta de material genético por meio da técnica swab, isto é, aplica-se uma haste flexível longa o suficiente para atingir a parte final da cavidade nasal ou garganta

Para não gerar uma quebra na recomendação do isolamento social, o exame PCR pode ser feito na residência dos pacientes sintomáticos, sendo que o kit é constituído de três swabs: dois colocados em cada uma das narinas e o outro na orofaringe.

Os profissionais de saúde seguem todas as orientações necessárias para efetuar a captura de material, utilizando assim os EPIs primordiais como máscara, luvas, aventais e óculos de proteção.

Vale ressaltar que o frasco que contém a amostra deve ser transportado em um nível de congelamento de – 20º C, devidamente acondicionado em bolsas específicas para essa finalidade.

Com a extração do RNA da amostra, sendo realizada tanto manualmente quanto de forma mecânica, os profissionais responsáveis pela análise amplificam o material (transformado em DNA) para detectar o vírus com propriedade. 

Caso haja a presença do famigerado coronavírus, sondas específicas têm a incumbência de emitir um sinal que é captado pelo equipamento de análise, traduzindo o alerta em um resultado tido como positivo.

 

Qual é a diferença entre o exame PCR e os demais testes?

Apesar do exame PCR ser um dos mais utilizados, temos o dever de esclarecer que não é o único, no entanto, as diferenças entre esse e os outros exames é que colocam o PCR à frente. 

A seguir, veja quais são os principais tipos que focam na identificação do coronavírus e entenda o porquê de a área médica dar preferência para um em detrimento dos demais.

 

Sorologia

Com o propósito de utilizar amostras de sangue dos pacientes, a sorologia tem a capacidade de identificar os níveis de anticorpos, aconselhado para pessoas que apresentem um grau sintomático de COVID-19 a partir do sétimo dia

Esse tempo é o ideal para averiguar a presença de dois anticorpos específicos que o organismo libera para combater a infecção: as imunoglobulinas M (IgM) e G (IgG).

De maneira geral, torna-se um teste interessante para aplicar em quem já foi infectado, ainda no começo da doença e até com a possibilidade de testar em assintomáticos. 

Todavia, como ele só detecta a presença dos anticorpos um pouco mais tarde, algo que resultaria em até um possível “falso negativo” se antes o fosse feito, seu grau de confiabilidade é de 70%, em contrapartida, o PCR apresenta 90% de confiança.

 

Testes Rápidos

Já os kits de diagnóstico rápido, também conhecidos como testes de antígeno, têm um processo de coleta similar ao do RT-PCR, porém, enquanto um tem a pretensão de coletar RNA, os testes rápidos verificam quais proteínas do vírus circulam no corpo. 

Vale ressaltar que, assim como os sorológicos, esses tipos de exames podem apresentar resultados de falso negativo, caso sejam realizados nos primeiros dias.

É uma forma de testagem que combina mais com a fase aguda da COVID-19, pois é preciso que o vírus esteja se replicando no organismo para que as respostas esperadas do exame sejam mais contundentes. 

O princípio de verificação é similar ao de um teste de gravidez, por exemplo, mas no caso se aplica a amostra coletada das narinas ou de sangue em uma fita, tendo um reagente que apresenta a indicação de positivo ou não, mas com baixa confiabilidade.

 

 

Quando devo fazer o teste?

Com tantas informações desencontradas por aí, a precipitação em muitos casos acaba se tornando aparente, uma vez que as pessoas tendem a focar mais em soluções rápidas para “se livrarem logo do problema”. 

Diante desse dilema e levando em conta a capacidade limitada em relação ao número de kits disponíveis no país, o exame PCR tende a ser recomendado para pessoas com sintomas mais graves.

Em outras palavras, não há a possibilidade ainda de testar todas as pessoas sintomáticas e assintomáticas, por mais que fosse uma decisão ideal em uma realidade de medidas coerentes para baixar a curva de contágio. 

Sendo assim, apenas em situações que você esteja com tosse seca, febre e falta de ar por mais de 24 horas é que deve procurar ajuda médica, de modo que haja o pedido para a realização do exame.

Conforme a disponibilidade efetiva de insumos, torna-se plausível aumentar o número de testes e análises de amostras, sendo que, além de sintomáticos graves, o teste é realizado em outras pessoas. 

Basicamente, o PCR pode ser aplicado também em pacientes hospitalizados, profissionais de saúde na linha de frente do combate à COVID-19 e casos de óbito, a fim de averiguar a ocorrência do falecimento.

 

Para finalizarmos, perceba que o exame PCR é muito importante no atual cenário, mas não deve ser feito por qualquer pessoa, portanto, caso seja necessário, procure laboratórios experientes e que contam com profissionais de excelência no mercado.

Você supõe que está com sintomas da COVID-19, mas não tem tanta certeza assim? Então não perca tempo e procure nossos especialistas para agendar o seu exame!

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Dr. Antonio Vitor Ramos de Souza
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